Há momentos da nossa vida que dão: filmes, livros, reportagens, etc…
A pressão, foi algo com que fui lidando ao longo dos anos, chego a pensar que até fui muito melhor, como profissional, sob a mesma do que sem ela. Mas quando a associação da profissional com a pessoal se faz sentir, ficamos um pouco aturdidos senão mesmo sem rumo. Estes últimos dois meses têm primado por este tipo de pressão, não tem sido fácil lidar com tudo ao mesmo tempo, mas aos poucos a coisa tem vindo a resolver-se. O problema reside quando achamos que já ultrapassamos o período de pressão e ela de repente regressa, por vezes sem se dar conta, do nada.
Cada vez mais acredito que viver um momento de cada vez, com poucos planos futuros, pelo menos nesta fase da minha vida, é a melhor solução para enfrentar e dominar os momentos de pressão que vão aparecendo diariamente. Começo a ficar com a impressão que esta “cena” do viver um momento de cada vez está a ficar mais permanente que o desejável, gostava de voltar a planear a vida, gostava de voltar a ter a sensação de sonho ou desejo concretizado, infelizmente isso para já não é possível, e não vislumbro o dia. Entrando em contraditório é melhor mesmo que tudo se mantenha conforme está.
Colocando-me na pele de alguns profissionais de outras áreas, e até colocar-me na pele destes com o mesmo tipo de pressão que sofro, não é fácil lidar. E se os profissionais são da área da saúde, coitados dos doentes. Por outro lado se me coloco na posição de familiar dos doentes, então a situação fica caótica.
O que choca é a maneira como nos tratam: por um lado (enquanto familiar de doente) informam-nos de tudo, são muito atenciosos, existe uma credibilidade gerada pela generalidade; por outro são mais desligados, menos interessados, não passam informação, quase nos ignoram; leva-nos mais friamente a pensar que fomos enganados. Resta saber por quais. Inicialmente acha-se que os primeiros como são mais “mimosos” são os mais honestos, e até chegamos a louvar os seus actos denegrindo a imagem dos outros. Quando somos posteriormente confrontados pela realidade, vemos que afinal não passou de fachada e que aqueles a quem defumámos eram os “bons”. Analisando os “bons”, verificamos que tiveram falhas clamorosas. Concluímos que não estamos descansados com nenhuns e que também eles sofrem certamente do mesmo mal que nós, pressão.
Há quem adiante que a doença do seculo XXI é a depressão, gerada pela pressão, “Stress”.
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